10 Anos no Marujos

O veleiro Marujos (Farr42) está de volta à Regata Sergipe Bahia. Foi o primeiro Fita Azul e recordista da regata em 2023, e virá para sua 3ª participação.

Eu celebro mais que a presença do Marujos na RESEBA! Comemoro a minha história de 10 anos no veleiro, iniciada em 2016, e que compartilho um pouco dela aqui com vocês!

O curioso desse início, é que eu iria fazer a REFENO de 2016 em outro veleiro! Desde o início do ano, vinha tratando dos detalhes da minha participação com o grande Davi Perrone (Xará), que era um amigo/irmão de meu pai, e que me tratava como um verdadeiro sobrinho. Estava tudo certo para embarcar no veleiro Karpaleo com Davi.

REFENO 2016

Faltando 2 meses pra regata, Davi me liga e informa que o Karpaleo não comportaria aquela quantidade de tripulantes devido a algumas novas exigências da Marinha…. mas que já tinha acertado minha ida para outro veleiro: O Marujos .
Foi quando troquei as primeiras mensagens com Gerald e Wallace Wicks.

Sem dúvida foi um ano especial, e tive a oportunidade de fazer minha primeira REFENO com um grupo de velejadores experientes, que acolheram muito bem, o que me proporcionou grandes experiências na vela nos anos seguintes. Mesmo velejando desde a minha infância, naquele ano tive certeza que o mar era o meu lugar, e que eu estava preparado!

Além de alguns tripulantes novatos no Marujos, o grupo era formado pelos irmãos Gerald e Wallace Wicks, Aranha (Adriano Quintela), Lucio Bahia (atual comodoro do AIC) e Francesco Colombo. Embarquei em Salvador e fiquei mais de 2 semanas embarcado no Marujos, vivendo no veleiro, e ainda tive o privilégio de comemorar um 2º Lugar na REFENO, atrás apenas da “máquina” Camiranga (Soto 60), fita azul e único monocasco a fazer a REFENO em menos de 20h (creio eu)!

Nos anos seguintes, foram dezenas de regatas, sempre embarcado no Marujos ou Ventania, entre REFENOS, Salvador-Ilhéus e Salinas.

Tiago e Rodrigo - REFENO 2018

Minha experiência naquela REFENO foi um dos incentivos para iniciar o projeto do Grupo Barlvento em Aracaju, quando voltei a dar aulas e reunir velejadores locais que sonhavam em participar da Recife-Noronha e de outras regatas na Bahia. A cada ano, mais Sergipanos embarcavam no Marujos e em outros veleiros, como o Ventania.

Em 2018 estive na tripulação do Marujos nas Regatas de Salinas, quando fomos Fita Azul e Gerald me presenteou com o troféu do veleiro, e em mais uma REFENO, desta vez com o com o amigo/irmão Rodrigo Freitas, e voltamos com um 3º Lugar na RGS A.

Em 2019, com os amigos Aracajuanos Fred Silva e Marcos Barreto, embarquei na minha 3ª REFENO no Marujos. Em nenhuma dessas participações fiquei na Ilha. Sempre foi um prazer enorme ficar embarcado, curtindo aquele fundeio mágico em Fernando de Noronha, dormindo e acordando a bordo.

Nos anos seguintes, fiz mais 3 REFENOS e diversas Regatas de Ilhéus e Maragogipe, no veleiro Ventania, mas sempre convivendo e sendo acolhido pela família Marujos, porquê quem Veleja no Marujos parece ganhar um tatuagem vitalícia com aquela marca.

Dezenas de velejadores Sergipanos tiveram a oportunidade de vivenciar travessias e regatas no Marujos, o que me deixa feliz e realizado, de ter começado a trilhar esse rumo em 2016.

Bons ventos sempre, e sinta-se no Marujos conferindo o filme de 2018, registrado por Rodrigo de Freitas, quando tive o prazer de timonear durante a REFENO.


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